Friday, October 30, 2009

Ateísmo e o campo da moral.

Sei que tem muita gente que acha o Olavão maluco. Eu também já achei e me estrepei. Continuo respeitando o cara. E mesmo que ele diga algo que pareça ser uma batatada, sempre leio e espero antes de apedrejá-lo. Geralmente a coisa é uma verdade que só parece ser batatada. Ainda assim fico realmente chateado quando vejo a babaquice dos que vivem perdendo tempo tentando desqualificar o sujeito.
Nunca canso de repetir que, só o fato de Olavo me apresentado Mortimer Adler já vale a minha admiração. Só o livro “Como vencer um debate sem precisar ter razão” já deveria fazer o povo ter o mínimo de respeito pelo sujeito. Quando digo respeito não estou me referindo à devoção basbaque de gente que se acha intelectual por ler “Leite Derramado” ou “Fui dar em Budapeste” do Chico.
Quando eu ainda dava uma espiada nos buracos das muralhas de Mordor (na época eu tinha tempo e ainda não experimentara a ‘dor e a delícia’ da paternidade) lembro de ter visto o Anselmo no blog do Janer Cristaldo. O Janer era até divertido. O Anselmo era do tipo “Frolic-Raivinha”. Era realmente chato.
Mas essa obsessão com o Olavo beirava o doentio. E não é que o cara chegou a flertar descaradamente com a insanidade ao inventar boatos da vida do Olavo? Pode até não ter inventado (não sei se é criativo o bastante) mas deu visibilidade as mentiras.
Não quero generalizar, mas tenho de concordar com Edward Wolff: Eu sempre achei que ateísmo é coisa de gente burra, mas não sabia que isso afetava o campo da moral também.

Ps: Bacana a atitide do Fernando Raphael. Se ele é ateu, prova que a máxima acima tem suas exceções

6 comments:

Ana Carolina Gandra said...

E você é um leviano maria-vai-com-as-outras. Pelo jeito gostaria que os ateus fossem burros e imorais, mas sabe, no fundo, que isso não é verdade.

Você fica feliz por um certo Edward Wolff escrever para o Olavo, em uma missiva onde tira dúvida aobre uma picuínha, se ele morava ou não de favor:

'Eu sempre achei que ateísmo é coisa de gente burra, mas não sabia que isso afetava o campo da moral também.'

E você diz, pouco antes: 'Não quero generalizar, mas tenho de concordar com Edward Wolff:'

Então você concorda com ele...

Mas como você é hipócrita, escreveu em janeiro aqui neste mesmo blog, respondendo um certo Bruno Caldeira:

"Engano seu. ALGUNS ateus “são arrogantes e falam baboseiras”. Tenho amigos ateus, graças a Deus, que são razoáveis e inteligentes. Não generalize!"

Quanta diferença!

patricia m. said...

Eu nunca gostei do Janer, mesmo quando participava do mesmo blog que ele... Alias, ele eh que ate hoje vive de favor do governo, recebe ainda a pensao da mulher morta...

Quanto ao Olavo, aprendi a ler cada artigo dele com um grama de sal, como se diz em ingles. Ele faz certas afirmacoes as quais nao prove referencias, na maioria das vezes. Ok, se o artigo eh pequeno e esta sendo escrito para gente leiga que esta cagando para referencias cientificas. Mas olha, se bobear eu consigo provar que ha correlacao positiva entre o numero de bebes que nascem no mundo e o trajeto do voo das andorinhas. Sabe aquela, numeros podem ser massageados a vontade... E as referencias sao importantes porque afinal de contas quero saber se o sujeito que provou a estatistica vale algo ou nao, tem peso ou nao.

Blogildo said...

Ana Carolina, deixe de ser preguiçosa e leia o post até o fim. Ou será que você leu e o analfabetismo funcional impediu que você visse que escrevi que a máxima tinha exceções?
Por sinal, qualquer pessoa razoavelmente alfabetizada sabe que toda máxima tem exceção.
E meus amigos ateus não são imorais. Se fossem, não seriam meus amigos. E também não são analfabetos funcionais.

Blogildo said...

Patrícia, concordo com você. Mas o que você disse não devia valer só para o Olavo. Ou será que todo mundo que você lê e confia apresenta evidência científica para cada afirmação feita?
Eu diria que Al "Bore" usou de evidência científica. Não usou? Logo, apesar de compreender a importãncia das referências e evidências científicas, não as superestimo.
Abs!

Luc said...

Oiê! Eu pensava que estando desempregada teria mais tempo...Lêdo engano...Essa vida de dona de casa é um "inferno"...

Estou morrendo de saudades!

Vamos marcar um café, agora o tempo teoricamente está sobrando...rsrsrs

bjks
Luc

Blogildo said...

Desempregada? Como assim? Quando?