O fato é que a luta dos criacionistas contra Darwin nada tem de científica. Em sua profissão de fé, eles têm o pleno direito de acreditar que Deus criou o mundo e tudo o que existe nele. Coisa bem diferente é querer impingir essa maneira de enxergar a natureza às crianças em idade escolar, renegando fatos comprovados pela ciência. Essa atitude nega às crianças os fundamentos da razão, substituindo-os pelo pensamento sobrenatural.
Fico pensando como os grandes cientistas do passado conseguiram avançar em seus estudos mesmo tendo sido negado a eles “os fundamentos da razão”. Tadinhos.
Acho que devem incluir no ECA: "Toda criança tem direito aos fundamentos da razão!"
Friday, February 27, 2009
Ética, moral e ciência.
Dia desses eu li a seguinte frase num blog de um jovem ateu: “Ética e moral são auto-suficientes”. A idéia geral do que o jovem blogueiro queria dizer é que ética e moral “nascem” simplesmente das relações entre seres humanos. Uma espécie de “geração espontânea” do bem e do mal. O conceito é tolo e já foi devidamente desmontado por Chesteterton no maravilhoso “Ortodoxia”. Ali, o gorducho expõe que não há um único registro histórico, um único documento, absolutamente nada que indique que em algum ponto da história o ser humano decidiu acordar o “eu não te mato e você não me mata”. Isso é empulhação ateísta!
Por outro lado há registro de homens não matarem por motivos religiosos: “Não vamos nos matar em solo sagrado”. E não estou puxando a sardinha para o cristianismo nesse caso. Outras religiões também têm esse norte moral. O que me surpreende é ver esse tipo de bobagem - “ética e moral são auto-suficientes”, ou estrovenga parecida – prosperar. Mostre-me um princípio ético-moral e eu mostro a origem desse princípio em alguma religião.
Por sinal, ética e moral não fazem parte de uma espécie de evolução. Não raro, sociedades esclarecidas descambam na amoralidade total. Todos os antigos grandes impérios – Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma – decaíram na amoralidade logo após atingirem um ápice cultural, político e econômico.
Aí a gurizada corre para a ciência. Pelo amor de Deus! A ciência é totalmente amoral. Que princípio moral norteia a ciência em si? Nenhum!
Veja o caso da terapia com céluas-tronco realizada num garoto israelense na Rússia. Ora, o que há de amoral – do ponto de vista estritamente científico – em usar um garoto como cobaia?
É isso aí, militante ateu, continue achando que a religião é o problema!
Por outro lado há registro de homens não matarem por motivos religiosos: “Não vamos nos matar em solo sagrado”. E não estou puxando a sardinha para o cristianismo nesse caso. Outras religiões também têm esse norte moral. O que me surpreende é ver esse tipo de bobagem - “ética e moral são auto-suficientes”, ou estrovenga parecida – prosperar. Mostre-me um princípio ético-moral e eu mostro a origem desse princípio em alguma religião.
Por sinal, ética e moral não fazem parte de uma espécie de evolução. Não raro, sociedades esclarecidas descambam na amoralidade total. Todos os antigos grandes impérios – Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma – decaíram na amoralidade logo após atingirem um ápice cultural, político e econômico.
Aí a gurizada corre para a ciência. Pelo amor de Deus! A ciência é totalmente amoral. Que princípio moral norteia a ciência em si? Nenhum!
Veja o caso da terapia com céluas-tronco realizada num garoto israelense na Rússia. Ora, o que há de amoral – do ponto de vista estritamente científico – em usar um garoto como cobaia?
É isso aí, militante ateu, continue achando que a religião é o problema!
Thursday, February 26, 2009
O estranho mundo de Gawronski.
Sábado de Carnaval. Lá estou eu e minha mulher no CCBB para assistir a peça “Medida por Medida” de Shakespeare dirigida por Gilberto Gawronski. Coincidência: eu já havia lido a peça recentemente. A história estava bem fresca (no bom sentido) na memória. Apesar de ter lido tanto na “Veja” quanto em “O Globo” que a peça seria interpretada apenas por atores (mesmo para os papéis femininos) nada me preparou para o espetáculo “gay” que foi a hilária versão do bardo.
“Medida por Medida” é uma ‘peça-problema’. Pelo menos é o termo que já vi associado a ela, “Muito Barulho por nada” e “Bem está o que bem acaba”. São comédias difíceis.
O texto de Bárbara Heliodora – que li – é de fácil entendimento e gostoso de ler.
Já recomendei o texto aqui. Tem tudo a ver com o ar que tomou conta da sociedade brasileira: Leis que só existem no papel e são usadas de acordo com a conveniência dos poderosos.
Nunca imaginei uma epopéia gay baseada em Shakespeare. Já ouvi falar de versão gay de “Romeu e Julieta” (a peça mais chata do bardo e que me fez evitá-lo por mais de dez anos). Tudo bem que aquele costume do teatro elisabetano de proibir a participação de mulheres nas peças já sugere uma certa ‘boiolice’. Logo, nada mais justo do que montar a peça honrando essa tradição.
Mas aquele figurino de sex shop foi um tanto desconcertante.
A peça é divertida. Vale a pena conferir. Só até 1.o de março! Luís Salem (O Duque) e Sérgio Maciel (Isabela) dão um verdadeiro show!
*PS. Não sou fã de teatro. Só vou para assistir texto clássico. Quando dá. Sou da turma do "Vá ao teatro, mas não me chame!".
Abaixo um "trailer" da peça.
“Medida por Medida” é uma ‘peça-problema’. Pelo menos é o termo que já vi associado a ela, “Muito Barulho por nada” e “Bem está o que bem acaba”. São comédias difíceis.
O texto de Bárbara Heliodora – que li – é de fácil entendimento e gostoso de ler.
Já recomendei o texto aqui. Tem tudo a ver com o ar que tomou conta da sociedade brasileira: Leis que só existem no papel e são usadas de acordo com a conveniência dos poderosos.
Nunca imaginei uma epopéia gay baseada em Shakespeare. Já ouvi falar de versão gay de “Romeu e Julieta” (a peça mais chata do bardo e que me fez evitá-lo por mais de dez anos). Tudo bem que aquele costume do teatro elisabetano de proibir a participação de mulheres nas peças já sugere uma certa ‘boiolice’. Logo, nada mais justo do que montar a peça honrando essa tradição.
Mas aquele figurino de sex shop foi um tanto desconcertante.
A peça é divertida. Vale a pena conferir. Só até 1.o de março! Luís Salem (O Duque) e Sérgio Maciel (Isabela) dão um verdadeiro show!
*PS. Não sou fã de teatro. Só vou para assistir texto clássico. Quando dá. Sou da turma do "Vá ao teatro, mas não me chame!".
Abaixo um "trailer" da peça.
Thursday, February 19, 2009
Wednesday, February 18, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Memória.
Quer saber? Acreditar que o Pluto lambeu sua orelha não tem a ver com memória. Tem a ver com burrice.
Monday, February 16, 2009
A Marca da Besta.
Há inúmeros casos aqui de pessoas que foram prejudicadas por causa de
sua posição política. Estudantes e cientistas que discordam do
presidente não conseguem bolsas de estudo. Candidatos a vagas não
arrumam emprego. Companhias não fecham contratos com o governo porque têm funcionários que não gostam de Chávez.
Muitos suspeitam que o governo tem acesso aos resultados das eleições
e, com isso, pune os inimigos.
Duda Teixeira.
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
Apóstolo João - Apocalipse 13:16,17.
sua posição política. Estudantes e cientistas que discordam do
presidente não conseguem bolsas de estudo. Candidatos a vagas não
arrumam emprego. Companhias não fecham contratos com o governo porque têm funcionários que não gostam de Chávez.
Muitos suspeitam que o governo tem acesso aos resultados das eleições
e, com isso, pune os inimigos.
Duda Teixeira.
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
Apóstolo João - Apocalipse 13:16,17.
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Friday, February 13, 2009
MSN - Brasil.
Pergunta do portal MSN Brasil: 
Fácil: Nicole Kidman.
Katie Holmes vs. Penélope Cruz: as duas já estiveram com Tom Cruise; qual é a sua preferida?
Fácil: Nicole Kidman.
Thursday, February 12, 2009
Liberdade
É estranho ver nos Estados Unidos aqueles que são considerados liberais serem justamente os que mais gostam de estatismo. A lógica devia ser inversa. Por outro lado, os conservadores são justamente os que mais se aproximam do conceito do liberalismo clássico.
Em qualquer coisinha os liberais querem que o governo meta a pata e decida. Por aqui não é muito diferente. Veja o caso do ensino. Na boa, se escolas querem ensinar misticismo, astrologia, e qualquer outra porcaria, qual é o problema? As pessoas não têm o direito de consumir porcaria? O que devia ser controlado pelo estado é a transparência, pagamento de impostos etc. E olhe lá. Só garantir que um contrato claro será respeitado.
Se eu quiser matricular minha filha numa escola que ensina numerologia nas aulas de matemática, o problema é meu. E só meu. Talvez da minha filha também. Mas não se escolhe em que família nascer. Logo, enquanto eu for responsável, vale o que eu quero. Isso é liberdade. Ao menos por enquanto é assim.
Não é, como se afirma na Veja dessa semana, má-fé de puritanos e conservadores querer pautar o que se ensina em suas escolas de puritanos e conservadores! A impressão passada é que o estado – juntamente com os bacanas e intelectuais - quer dar a liberdade e os conservadores querem agrilhoar seus fedelhos em prisões mentais. Fala sério!
As informações estão disponíveis. Vivemos na era que Daniel dizia que ‘o conhecimento aumentaria’ (Daniel 12:4). Logo não há razão para ninguém temer nada viu, André Petry?
Em qualquer coisinha os liberais querem que o governo meta a pata e decida. Por aqui não é muito diferente. Veja o caso do ensino. Na boa, se escolas querem ensinar misticismo, astrologia, e qualquer outra porcaria, qual é o problema? As pessoas não têm o direito de consumir porcaria? O que devia ser controlado pelo estado é a transparência, pagamento de impostos etc. E olhe lá. Só garantir que um contrato claro será respeitado.
Se eu quiser matricular minha filha numa escola que ensina numerologia nas aulas de matemática, o problema é meu. E só meu. Talvez da minha filha também. Mas não se escolhe em que família nascer. Logo, enquanto eu for responsável, vale o que eu quero. Isso é liberdade. Ao menos por enquanto é assim.
Não é, como se afirma na Veja dessa semana, má-fé de puritanos e conservadores querer pautar o que se ensina em suas escolas de puritanos e conservadores! A impressão passada é que o estado – juntamente com os bacanas e intelectuais - quer dar a liberdade e os conservadores querem agrilhoar seus fedelhos em prisões mentais. Fala sério!
As informações estão disponíveis. Vivemos na era que Daniel dizia que ‘o conhecimento aumentaria’ (Daniel 12:4). Logo não há razão para ninguém temer nada viu, André Petry?
As escolas ensinam que o socialismo é bom? Basta o aluno se informar. Ensinam criacionismo e o aluno não concorda? Mude de escola! Todas as escolas estão "ensinando" Adão e Eva? Procure informação. Hoje ninguém tem mais a desculpa de falta de informação.
As escolas de hoje – principalmente no Brasil – viraram centros de doutrinação. Ali se formam os futuros freqüentadores dos fóruns sociais mundiais da vida. As melhores escolas tecem louvores à Revolução Francesa, ao Renascimento e até a revolução bolchevique. Ao mesmo tempo minimizam a importância da revolução americana e transmitem a idéia que a Idade Média foi só obscurantismo. Isso não vai mudar. O negócio agora é o jovem cumprir com a obrigação imposta pelo estado de se “educar” minimamente – senão o responsável vai em cana – e procurar se informar by yourself.
As escolas de hoje – principalmente no Brasil – viraram centros de doutrinação. Ali se formam os futuros freqüentadores dos fóruns sociais mundiais da vida. As melhores escolas tecem louvores à Revolução Francesa, ao Renascimento e até a revolução bolchevique. Ao mesmo tempo minimizam a importância da revolução americana e transmitem a idéia que a Idade Média foi só obscurantismo. Isso não vai mudar. O negócio agora é o jovem cumprir com a obrigação imposta pelo estado de se “educar” minimamente – senão o responsável vai em cana – e procurar se informar by yourself.
E aproveite enquanto ainda existe internet livre. É questão de tempo até os liberais (que não liberam nada) conseguirem que o estado ponha suas patas na rede. Aí, mermão, babou de vez!
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Veja
A origem das espécies.
“Como é que as variedades, que eu chamo espécies nascentes, acabaram por se converter em espécies verdadeiras e distintas, as quais, na maior parte dos casos, diferem evidentemente muito mais umas das outras que as variedades de uma mesma espécie; como se formam estes grupos de espécies, que constituem o que se chama gêneros distintos, e que diferem mais uns dos outros que as espécies do mesmo gênero? Todos estes efeitos (...) dimanam de uma causa: a luta pela existência. Devido a esta luta, as variações, por mais fracas que sejam e seja qual for a causa de onde provenham, tendem a preservar os indivíduos de uma espécie e transmitem-se ordinariamente à descendência logo que sejam úteis a esses indivíduos, mas sua relações infinitamente complexas com os outros seres organizados e com as condições físicas da vida. Os descendentes terão, por si mesmo, em virtude deste fato, maior probabilidade em persistir; porque, dos indivíduos de uma espécie nascidos periodicamente, um pequeno número pode sobreviver. Dei a este princípio, em virtude do qual uma variação, por insignificante que seja, se conserva e se perpetua, se for útil, o nome de seleção natural, para indicar as relações desta seleção com a que o homem pode operar. (...) Mas a seleção natural (...) é um poder sempre pronto a atuar; poder tão superior aos fracos esforços do homem como as obras da natureza são superiores às de arte.”
DARWIN, Charles. A Origem das espécies. Capítulo III.
Darwin? É ruim, hein!
Minha amiga Patrícia M me tirou das trevas da ignorância mais uma vez. A pronúcia correta do nome DO CARA não é "Dárvin". Ela indica a pronúncia correta aqui. Mas nem por isso eu mudei meu modo de pensar a respeito da teoria do cara.
Tentam colocar só no colo de Herbert Spencer as "cacas" decorrentes do Darwinismo social. Sabe como é, o negócio é limpar a barra do Charles. Afinal, o cara é um verdadeiro ícone pop! Lamento, mas Darwin não cansa de concordar com Spencer em seu “A origem das espécies”. Por exemplo: “a expressão que M.Herbert Spencer emprega: “A persistência do mais apto”, é a mais exata e algumas vezes mais cômoda.” Ou então “M.Herbert Spencer, numa memória (publicada pela primeira vez no Leader, Março de 1852, e reproduzida nos seus Essays em 1858), estabeleceu, com um talento e uma habilidade notáveis, a comparação entre a teoria da criação e o desenvolvimento dos seres orgânicos.”. E por aí vai. Darwin cita Spencer várias vezes. Sempre concordando com o cara. Logo, não dá pra livrar muito a cara de Darwin da conclusão que os auto-proclamados “melhor adaptados” utilizaram para cometer genocídio.
Mas, vá lá, o cara não tem culpa. Sério! O problema é de quem tirou as conclusões LÓGICAS de sua teoria. Não me espanta que os engenheiros sociais gostem tanto do cara.
É significativo que não há contestação e tanto ruído em relação a outras teorias. Por que será que há contestação em relação a essa? É muito fácil por a culpa na religião. É fácil demonstrar que a culpa não é da religião. Veja o caso de Galileu. O cara sofreu pressão religiosa muito maior que Darwin. O pescoço dele estava em risco. E, no entanto, todo mundo concorda com Galileu hoje. Inclusive os religiosos. O fato é que há muita evidência para corroborar as descobertas de Galileu hoje(que na verdade não foram descobertas dele - mas cito-o como um exemplo). E quanto a Darwin?
Na boa, um tentilhão pode ser mais apto para viver que outro. Mas qual é a razão para surgir um tentilhão “adaptado” e não uma outra espécie O fato é que não há prova inconteste de uma espécie gerando outra. Há variações sempre dentro da mesma espécie. O resto é teoria. Cachorro-peixe só existe em comercial de automóvel.
Vamos supor que o aquecimento global seja verdade e perdure. Darwin afirmava que ‘o clima goza de um papel importante” nesse negócio de variações da espécie. O mundo virará uma grande África? Todo mundo usufruindo da “baianidade nagô”? Pode ser. Mas não deixarão de ser humanos para se transformarem ou outro treco!
Luta pela existência é muito pouco satisfatório para mim. Bota pouco nisso!
Tentam colocar só no colo de Herbert Spencer as "cacas" decorrentes do Darwinismo social. Sabe como é, o negócio é limpar a barra do Charles. Afinal, o cara é um verdadeiro ícone pop! Lamento, mas Darwin não cansa de concordar com Spencer em seu “A origem das espécies”. Por exemplo: “a expressão que M.Herbert Spencer emprega: “A persistência do mais apto”, é a mais exata e algumas vezes mais cômoda.” Ou então “M.Herbert Spencer, numa memória (publicada pela primeira vez no Leader, Março de 1852, e reproduzida nos seus Essays em 1858), estabeleceu, com um talento e uma habilidade notáveis, a comparação entre a teoria da criação e o desenvolvimento dos seres orgânicos.”. E por aí vai. Darwin cita Spencer várias vezes. Sempre concordando com o cara. Logo, não dá pra livrar muito a cara de Darwin da conclusão que os auto-proclamados “melhor adaptados” utilizaram para cometer genocídio.
Mas, vá lá, o cara não tem culpa. Sério! O problema é de quem tirou as conclusões LÓGICAS de sua teoria. Não me espanta que os engenheiros sociais gostem tanto do cara.
É significativo que não há contestação e tanto ruído em relação a outras teorias. Por que será que há contestação em relação a essa? É muito fácil por a culpa na religião. É fácil demonstrar que a culpa não é da religião. Veja o caso de Galileu. O cara sofreu pressão religiosa muito maior que Darwin. O pescoço dele estava em risco. E, no entanto, todo mundo concorda com Galileu hoje. Inclusive os religiosos. O fato é que há muita evidência para corroborar as descobertas de Galileu hoje(que na verdade não foram descobertas dele - mas cito-o como um exemplo). E quanto a Darwin?
Na boa, um tentilhão pode ser mais apto para viver que outro. Mas qual é a razão para surgir um tentilhão “adaptado” e não uma outra espécie O fato é que não há prova inconteste de uma espécie gerando outra. Há variações sempre dentro da mesma espécie. O resto é teoria. Cachorro-peixe só existe em comercial de automóvel.
Vamos supor que o aquecimento global seja verdade e perdure. Darwin afirmava que ‘o clima goza de um papel importante” nesse negócio de variações da espécie. O mundo virará uma grande África? Todo mundo usufruindo da “baianidade nagô”? Pode ser. Mas não deixarão de ser humanos para se transformarem ou outro treco!
Luta pela existência é muito pouco satisfatório para mim. Bota pouco nisso!
Notas de Quinta.
Reabilitar Bush?
Yes! He can!
Evangélico gay?
Até onde sei é uma contradição entre termos.
Que mala!
Na boa? Acho Obama simpático. Mas Michelle Obama é tão sem graça!
Desemprego!
Para onde olho vejo placas de oferta de emprego. Pergunto: Pra quê emprego com uma moleza dessas?
Yes! He can!
Evangélico gay?
Até onde sei é uma contradição entre termos.
Que mala!
Na boa? Acho Obama simpático. Mas Michelle Obama é tão sem graça!
Desemprego!
Para onde olho vejo placas de oferta de emprego. Pergunto: Pra quê emprego com uma moleza dessas?
Wednesday, February 11, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Friday, February 06, 2009
Public Enemies.
Eu conheci a história de John Dillinger num filme que a Globo exibiu por volta dos anos 90 com Marc Harmon no papel principal. É uma história de bandido carismático. O que me impressionava era que os americanos também cultuavam seus bandidos. Afinal, moralmente falando, o que difere John Dillinger de um Zé Pequeno?
O cara – Dillinger – é um verdadeiro ícone pop. Acho que ele ficou lendário devido ao modo como foi capturado. Após roubar muitos bancos o cara foi traído por sua própria namorada. Por sinal, isso me faz lembrar uma frase ácida: “A única coisa em que homens e mulheres concordam é que ambos não confiam em mulheres”.
Soube que Johnny “Jack Sparrow” Depp interpretará Dillinger e Christian “Batman” Bale o agente do FBI que põe fim à carreira do bandido.
É interessante que logo após a Grande Depressão apareceu um monte de bandidos e ladrões de banco. Hoje, com essa crise que muita gente compara com a Grande Depressão só apareceram socialistas mesmo. Ou seja, bandidos e ladrões de banco de novo!
O cara – Dillinger – é um verdadeiro ícone pop. Acho que ele ficou lendário devido ao modo como foi capturado. Após roubar muitos bancos o cara foi traído por sua própria namorada. Por sinal, isso me faz lembrar uma frase ácida: “A única coisa em que homens e mulheres concordam é que ambos não confiam em mulheres”.
Soube que Johnny “Jack Sparrow” Depp interpretará Dillinger e Christian “Batman” Bale o agente do FBI que põe fim à carreira do bandido.
É interessante que logo após a Grande Depressão apareceu um monte de bandidos e ladrões de banco. Hoje, com essa crise que muita gente compara com a Grande Depressão só apareceram socialistas mesmo. Ou seja, bandidos e ladrões de banco de novo!
Thursday, February 05, 2009
Notas de 5a.
Lá vem o PAC...
PAC aqui PAC acolá.
Empreendorismo botocudo
Só aqui!
Bill Gates!
Sempre achei que esse cara não batia bem do pino.
Números nada bobos.
Preparando-se para dar o famoso (e temido) “toque”.
PAC aqui PAC acolá.
Empreendorismo botocudo
Só aqui!
Bill Gates!
Sempre achei que esse cara não batia bem do pino.
Números nada bobos.
Preparando-se para dar o famoso (e temido) “toque”.
Adão, Eva etc.
Há uma questão delicada para o cristão de qualquer denominação: O que é verdade na Bíblia? Para sujeitos “binários” “like me” a resposta é simples: TUDO! Pode ser que nem toda a verdade esteja ali, mas tudo o que está ali é verdade e ponto final.
Uma vez comentei aqui sobre o Gênesis. Creio que os criacionistas erram ao insistir na criação do planeta terra em 6 mil anos. O Gênesis não afirma isso. A primeira frase é decisiva: “No princípio, Deus criou os céus e terra”. Não se fala quando, como e quanto tempo durou. A grande sacada de Gênesis, que ao meu ver é pouco explorada pelos caras, é a ordem em que as coisas surgem. Desafio qualquer um me provar que não se deu naquela ordem. E isso, para mim, já basta para dar credibilidade ao relato. Agora, como aconteceu? A Bíblia não fala. Os homens que descubram. Afinal, a Bíblia não se propõe a ser livro de ciência, livro de história ou coisa parecida.
Mas já fugi do ponto. Eu gostaria de dizer que respeito quem não acredita na história de Adão e Eva. A minha querida amiga Patrícia M. não acredita. Muitos católicos e outros religiosos não acreditam. Acham que é uma espécie de fábula, conto infantil ou coisa parecida. Deixo claro que respeito, mas não concordo com vocês.
A história que está lá não está completa, mas está longe de ser inverídica. O problema que se impõe é que os evangelistas e demais apóstolos acreditavam nela. Veja a genealogia de Cristo em Lucas 3:23-38. Ali, toda a linhagem de Jesus Cristo é descrita até Adão. Adão é tratado como igual a Davi, Abraão e o próprio Cristo. Segundo os evangelhos, Cristo acreditava em Adão. Em Mateus 19:1-12 vemos Cristo citando o Gênesis e conferindo legitimidade à história de Adão.
Se Adão não existiu, Cristo e os apóstolos estavam todos errados. Mentiram. E isso para um cristão não deveria ser uma possibilidade.
Ah! Mas você acredita naquela história da serpente, Blogildo? Pois é, seu ficar racionalizando a coisa, terei de decidir arbitrariamente o que é verdade e o que é mentira na Bíblia. Que critério adotarei? A lógica humana? A metodologia científica? A razão? Meu ponto de vista pessoal? Cara ou coroa? Palitinho?
Eu separo as coisas na mente. No sétimo ano do ensino fundamental teve evolução. Eu já conhecia a história de Adão e Eva e acreditava nela. O livro de ciências tinha meia página comentando a criação. Um desenho horroroso de Deus criando o universo me lembrava Galactus prestes a devorar um planeta (eu lia a Bíblia e gibis da Marvel também). Me dava bem nas provas. Eu sabia que, como mais tarde diria um sábio petista (?), uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Uma avaliação escolar, cuja matéria de estudo é a evolução, não pode conter citações à Bíblia. Mas daí eu acreditar na evolução...
Além disso, uma regra dos cientistas modernos é: Não aceitamos milagres em hipótese alguma. A Bíblia fala de vários milagres. Fico com o quê? Com o livro que orientou minhas escolhas por [quase] toda a vida, sempre me ‘falou’ verdades? Ou com a sempre incerta, mutável e inconseqüente opinião dos cientistas?
Se bem que estou generalizando. Há cientistas – pasme! – que acreditam em Deus. E que têm o mesmo proceder: Separam as coisas. Uma pesquisa nuclear seguida (ou antecedida) de um Pai-Nosso não tem contra-indicação. Tem?
Kepler, Newton, Faraday, Pascal, Boyle e alguns outros eram cristãos. Acreditavam na Bíblia.
Mas esses caras vieram antes de Darwin. Pois é. Depois de Darwin passou a ser feio crer na criação. Ainda bem que já passei da idade de querer ser bonito. Heheheh!
Não tenho hábito de recomendar leitura no site das testemunhas de Jeová. Sabe como é, faço parte de uma minoria religiosa que os bacanas e bem-pensantes não levam muito à sério. Felizmente, já passei da idade de querer ser levado à sério. Então, se o assunto interessar recomendo a leitura do seguinte artigo.
Uma vez comentei aqui sobre o Gênesis. Creio que os criacionistas erram ao insistir na criação do planeta terra em 6 mil anos. O Gênesis não afirma isso. A primeira frase é decisiva: “No princípio, Deus criou os céus e terra”. Não se fala quando, como e quanto tempo durou. A grande sacada de Gênesis, que ao meu ver é pouco explorada pelos caras, é a ordem em que as coisas surgem. Desafio qualquer um me provar que não se deu naquela ordem. E isso, para mim, já basta para dar credibilidade ao relato. Agora, como aconteceu? A Bíblia não fala. Os homens que descubram. Afinal, a Bíblia não se propõe a ser livro de ciência, livro de história ou coisa parecida.
Mas já fugi do ponto. Eu gostaria de dizer que respeito quem não acredita na história de Adão e Eva. A minha querida amiga Patrícia M. não acredita. Muitos católicos e outros religiosos não acreditam. Acham que é uma espécie de fábula, conto infantil ou coisa parecida. Deixo claro que respeito, mas não concordo com vocês.
A história que está lá não está completa, mas está longe de ser inverídica. O problema que se impõe é que os evangelistas e demais apóstolos acreditavam nela. Veja a genealogia de Cristo em Lucas 3:23-38. Ali, toda a linhagem de Jesus Cristo é descrita até Adão. Adão é tratado como igual a Davi, Abraão e o próprio Cristo. Segundo os evangelhos, Cristo acreditava em Adão. Em Mateus 19:1-12 vemos Cristo citando o Gênesis e conferindo legitimidade à história de Adão.
Se Adão não existiu, Cristo e os apóstolos estavam todos errados. Mentiram. E isso para um cristão não deveria ser uma possibilidade.
Ah! Mas você acredita naquela história da serpente, Blogildo? Pois é, seu ficar racionalizando a coisa, terei de decidir arbitrariamente o que é verdade e o que é mentira na Bíblia. Que critério adotarei? A lógica humana? A metodologia científica? A razão? Meu ponto de vista pessoal? Cara ou coroa? Palitinho?
Eu separo as coisas na mente. No sétimo ano do ensino fundamental teve evolução. Eu já conhecia a história de Adão e Eva e acreditava nela. O livro de ciências tinha meia página comentando a criação. Um desenho horroroso de Deus criando o universo me lembrava Galactus prestes a devorar um planeta (eu lia a Bíblia e gibis da Marvel também). Me dava bem nas provas. Eu sabia que, como mais tarde diria um sábio petista (?), uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Uma avaliação escolar, cuja matéria de estudo é a evolução, não pode conter citações à Bíblia. Mas daí eu acreditar na evolução...
Além disso, uma regra dos cientistas modernos é: Não aceitamos milagres em hipótese alguma. A Bíblia fala de vários milagres. Fico com o quê? Com o livro que orientou minhas escolhas por [quase] toda a vida, sempre me ‘falou’ verdades? Ou com a sempre incerta, mutável e inconseqüente opinião dos cientistas?
Se bem que estou generalizando. Há cientistas – pasme! – que acreditam em Deus. E que têm o mesmo proceder: Separam as coisas. Uma pesquisa nuclear seguida (ou antecedida) de um Pai-Nosso não tem contra-indicação. Tem?
Kepler, Newton, Faraday, Pascal, Boyle e alguns outros eram cristãos. Acreditavam na Bíblia.
Mas esses caras vieram antes de Darwin. Pois é. Depois de Darwin passou a ser feio crer na criação. Ainda bem que já passei da idade de querer ser bonito. Heheheh!
Não tenho hábito de recomendar leitura no site das testemunhas de Jeová. Sabe como é, faço parte de uma minoria religiosa que os bacanas e bem-pensantes não levam muito à sério. Felizmente, já passei da idade de querer ser levado à sério. Então, se o assunto interessar recomendo a leitura do seguinte artigo.
Wednesday, February 04, 2009
Benício "Che" del Toro paga mico.
Eu sei que o Reinaldo já postou isso no blog dele. Mas, cá pra nós, é muito engraçado. A mulher faz picadinho do del Toro.
Sei lá...

Estava lendo a entrevista de Maurício de Souza na Veja dessa semana (por enquanto só assinantes) e uma coisa não me saía da cabeça: O gibi do Archie!
(Se não conseguir visualizar o site, tente aqui.)
Ateus.
Segue trecho da crônica de J.P.Coutinho na Folha On Line dessa semana!
J.P.Coutinho
13 de janeiro
A estupidez humana não cessa de me espantar. Leio na imprensa do dia que uma associação "humanista" da Grã-Bretanha lançou em Londres uma campanha pública para defender a provável inexistência de Deus. A ideia foi escrever nos ônibus da cidade duas frases de arrasadora profundidade filosófica: "Deus provavelmente não existe. Por isso, deixa de te preocupar e aproveita a vida".
A tese espanta, não apenas pela infantilidade que a define --mas pela natureza ilógica que a contamina. Se Deus não existe, haverá necessariamente motivos para celebrar?
Os mais radicais "philosophes" do século 18 concordariam que sim. O próprio projeto iluminista, na sua crítica à instituição religiosa como autoritária e obscurantista, defendia que a libertação dos Homens passava pela libertação do divino. Nem todos os "philosophes" eram ateus, é certo: Rousseau ou Diderot, impenitentes "deístas", não são comparáveis a La Mettrie ou Helvétius. Mas o iluminismo continental abriria a primeira brecha na cultura ocidental, ao retirar a Fé do seu trono e ao coroar a deusa Razão.
Foi esse gesto primordial que tornaria possível as devastadoras críticas posteriores do trio maravilha (Feuerbach, Marx e Freud). Deus criou os Homens? Pelo contrário: Deus é uma criação dos Homens por razões várias e todas elas racionalmente explicáveis.
Os Homens criaram Deus por temerem a sua própria mortalidade (Feuerbach). Os Homens criaram Deus por contraposição às condições materiais das suas existências precárias (Marx). Os Homens criaram Deus por puro sentimento de culpa: parricidas arrependidos, eles buscam ainda uma autoridade perdida; Deus é o "fétiche" infantil de quem se recusa a viver uma vida adulta (Freud).
Infelizmente, aparece sempre alguém para estragar a festa. Falo de Doistóievski, claro, disposto a contrariar o otimismo liberal da burguesia russa oitocentista, para quem Deus era um empecilho de modernidade. Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?
Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais.
Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia profeticamente Chesterton. Antes de festejarmos a provável inexistência do barbudo, convém saber o que essa coisa será.
A estupidez humana não cessa de me espantar. Leio na imprensa do dia que uma associação "humanista" da Grã-Bretanha lançou em Londres uma campanha pública para defender a provável inexistência de Deus. A ideia foi escrever nos ônibus da cidade duas frases de arrasadora profundidade filosófica: "Deus provavelmente não existe. Por isso, deixa de te preocupar e aproveita a vida".
A tese espanta, não apenas pela infantilidade que a define --mas pela natureza ilógica que a contamina. Se Deus não existe, haverá necessariamente motivos para celebrar?
Os mais radicais "philosophes" do século 18 concordariam que sim. O próprio projeto iluminista, na sua crítica à instituição religiosa como autoritária e obscurantista, defendia que a libertação dos Homens passava pela libertação do divino. Nem todos os "philosophes" eram ateus, é certo: Rousseau ou Diderot, impenitentes "deístas", não são comparáveis a La Mettrie ou Helvétius. Mas o iluminismo continental abriria a primeira brecha na cultura ocidental, ao retirar a Fé do seu trono e ao coroar a deusa Razão.
Foi esse gesto primordial que tornaria possível as devastadoras críticas posteriores do trio maravilha (Feuerbach, Marx e Freud). Deus criou os Homens? Pelo contrário: Deus é uma criação dos Homens por razões várias e todas elas racionalmente explicáveis.
Os Homens criaram Deus por temerem a sua própria mortalidade (Feuerbach). Os Homens criaram Deus por contraposição às condições materiais das suas existências precárias (Marx). Os Homens criaram Deus por puro sentimento de culpa: parricidas arrependidos, eles buscam ainda uma autoridade perdida; Deus é o "fétiche" infantil de quem se recusa a viver uma vida adulta (Freud).
Infelizmente, aparece sempre alguém para estragar a festa. Falo de Doistóievski, claro, disposto a contrariar o otimismo liberal da burguesia russa oitocentista, para quem Deus era um empecilho de modernidade. Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?
Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais.
Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia profeticamente Chesterton. Antes de festejarmos a provável inexistência do barbudo, convém saber o que essa coisa será.
J.P.Coutinho
Tuesday, February 03, 2009
"É assustador!" ou André Petry tá com 'medinho' de quê?
"Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!" (Romanos 1:25)
Que André Petry é petralha eu não tenho dúvida. Aquele odiozinho mal disfarçado contra Bush, aliado àquela babação explícita quando escreve sobre Obama, não me engana.
Mas as sandices da coluna dessa semana revelam uma mistura de preconceito, intolerância e ignorância.
Vá lá, ele tem todo o direito de questionar o ensino do criacionismo nas aulas de biologia. Até concordo que não se deve misturar alhos e bugalhos. Só que a doutrina da evolução, a meu ver, também não deveria estar nas aulas de biologia. Biologia não deve ensinar criacionismo. Mas também não devia ensinar fábulas darwinianas com “jeitinho” de verdade científica. Digam o que quiserem, mas até hoje não apareceu um mísero fóssil mostrando uma espécie em evolução. Logo, a evolução não é muito melhor do que uma fábula de Esopo. Se é pra ensinar “a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra”, por que não ensinar as outras explicações? Afinal, a evolução é a "melhor explicação" até o momento. É só um consenso científico. Logo, não pode ser ensinada como FATO. Só como o que deveras é, do ponto de vista científico, “a melhor explicação” que os símios evoluídos conseguiram encontrar para sua própria origem. Se é que isso é possível.
André Petry, os cientistas e a torcida do Flamengo podem acreditar no que quiserem, sempre voltarei a esse ponto: A evolução é matéria de crença tanto quanto o criacionismo.
Mas vamos ao parágrafo que realmente me incomodou:
Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos. Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência. É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...
Tratar criacionistas como contrabandistas é no mínimo ofensivo. Eu também não concordo com a leitura que os criacionistas fazem do Gênesis, mas nunca ousaria compará-los com contrabandistas. Afinal, eles sempre deixam claro seus objetivos.
A analogia com ensinar numerologia em matemática é estúpida. Não haveria nenhum problema nisso, se alguma escola quisesse incluir alquimia e numerologia em seu currículo em nome da “liberdade de pensamento”, qual seria o problema? Na boa? Não vejo o menor problema. Afinal, hoje se ensina coisa muito mais nociva que numerologia e alquimia: Che Guevara e Fidel Castro são heróis; a desastrada experiência soviética não conta como evidência que o comunismo é uma bosta; o multiculturalismo é caminho para paz entre os povos (por sinal, os canibais dão gargalhadas quando ouvem essa palavra); a ONU quer promover a paz; que a China é uma economia de mercado; judeus e nazistas se equivalem moralmente; a religião é a responsável por todos os males da humanidade e outras bobagens verdadeiramente embrutecedoras. E o que eu já li de André Petry reclamando? Nada. Nem um parágrafo contra essas coisas. Ele está preocupado com o 'contrabando' do criacionismo.
“Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico?” Ora, todos os grandes cientistas do passado eram cristãos. Acreditavam em Deus e na criação. Logo, a preocupação de Petry é no mínimo hipócrita e tola.
Tá com medinho de quê, mermão?
Mas as sandices da coluna dessa semana revelam uma mistura de preconceito, intolerância e ignorância.
Vá lá, ele tem todo o direito de questionar o ensino do criacionismo nas aulas de biologia. Até concordo que não se deve misturar alhos e bugalhos. Só que a doutrina da evolução, a meu ver, também não deveria estar nas aulas de biologia. Biologia não deve ensinar criacionismo. Mas também não devia ensinar fábulas darwinianas com “jeitinho” de verdade científica. Digam o que quiserem, mas até hoje não apareceu um mísero fóssil mostrando uma espécie em evolução. Logo, a evolução não é muito melhor do que uma fábula de Esopo. Se é pra ensinar “a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra”, por que não ensinar as outras explicações? Afinal, a evolução é a "melhor explicação" até o momento. É só um consenso científico. Logo, não pode ser ensinada como FATO. Só como o que deveras é, do ponto de vista científico, “a melhor explicação” que os símios evoluídos conseguiram encontrar para sua própria origem. Se é que isso é possível.
André Petry, os cientistas e a torcida do Flamengo podem acreditar no que quiserem, sempre voltarei a esse ponto: A evolução é matéria de crença tanto quanto o criacionismo.
Mas vamos ao parágrafo que realmente me incomodou:
Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos. Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência. É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...
Tratar criacionistas como contrabandistas é no mínimo ofensivo. Eu também não concordo com a leitura que os criacionistas fazem do Gênesis, mas nunca ousaria compará-los com contrabandistas. Afinal, eles sempre deixam claro seus objetivos.
A analogia com ensinar numerologia em matemática é estúpida. Não haveria nenhum problema nisso, se alguma escola quisesse incluir alquimia e numerologia em seu currículo em nome da “liberdade de pensamento”, qual seria o problema? Na boa? Não vejo o menor problema. Afinal, hoje se ensina coisa muito mais nociva que numerologia e alquimia: Che Guevara e Fidel Castro são heróis; a desastrada experiência soviética não conta como evidência que o comunismo é uma bosta; o multiculturalismo é caminho para paz entre os povos (por sinal, os canibais dão gargalhadas quando ouvem essa palavra); a ONU quer promover a paz; que a China é uma economia de mercado; judeus e nazistas se equivalem moralmente; a religião é a responsável por todos os males da humanidade e outras bobagens verdadeiramente embrutecedoras. E o que eu já li de André Petry reclamando? Nada. Nem um parágrafo contra essas coisas. Ele está preocupado com o 'contrabando' do criacionismo.
“Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico?” Ora, todos os grandes cientistas do passado eram cristãos. Acreditavam em Deus e na criação. Logo, a preocupação de Petry é no mínimo hipócrita e tola.
Tá com medinho de quê, mermão?
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Sunday, February 01, 2009
Hipocrisia.
É simplesmente ridícula e hipócrita a reação da imprensa contra a campanha de uma agência de publicidade italiana. Percebe-se que é puro fingimento essa indignação contra a campanha que mostra modelos masculinos vestindo fardas parecidas com as da P.M. do Rio revistando modelos femininas de forma sexualmente sugestiva.
É patético ler esses caras - que vivem sacaneando o trabalho da polícia, esculachando as atividades deles e repetindo "ad nauseam" que PMs não são muito melhores que bandidos - dando uma de ofendidos com a imagem do país no exterior.
Vocês querem enganar quem? Admitam de uma vez que concordam em abrigar terroristas em solo brasileiro e continuem atacando a polícia "as usual". É calhordice, claro! Mas, ao menos não é hipócrita.
É patético ler esses caras - que vivem sacaneando o trabalho da polícia, esculachando as atividades deles e repetindo "ad nauseam" que PMs não são muito melhores que bandidos - dando uma de ofendidos com a imagem do país no exterior.
Vocês querem enganar quem? Admitam de uma vez que concordam em abrigar terroristas em solo brasileiro e continuem atacando a polícia "as usual". É calhordice, claro! Mas, ao menos não é hipócrita.
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